sábado, 21 de novembro de 2009

Filme " Os Substitutos "


Hoje vi o novo filme de Bruce Willis, " Os Substitutos ". É um filme de ficção-científica assustadoramente semelhante a «I, Robot» de Alex Proyas, passado no ano de 2017,  mas que poderia abrir caminho a um vasto rol de emoções e de questões filosóficas.
Com a evolução da tecnologia são criados andróides capazes de serem controlados individualmente pelo ser humano, apenas através de impulsos eléctricos enviados pelo cérebro. Dessa forma as pessoas podem permanecer seguras, correndo menos riscos de contraírem doenças, sofrerem acidentes, e ainda de superarem adversidades que os limitam fisicamente, como a paralisia. Assim, qualquer indivíduo pode ser quem quiser, tendo ao seu dispor um variado número de modelos que dependerá da capacidade monetária de cada um.No entanto, há um grupo de humanos que se recusa a fazer parte da maioria, e formam um grupo de resistência intitulado ‘Dreads’, liderados por um homem enigmático a quem chamam ‘The Prophet’.
A partir daqui surge o desenvolvimento da história, e onde nos aparece o agente Tom Greer (Willis) e a sua parceira Jennifer Peters (Radha Mitchell), que investigam aquele que poderá ser o primeiro homicídio desde há muitos anos, uma vez que as pessoas deixaram de sair à rua. Ao que parece dois andróides foram destruídos, e os cérebros das pessoas que os controlavam explodiram sem explicação. A investigação leva à procura de um misterioso homem chamado Miles Strickland (Jack Noseworthy), e à ligação de um dos homicídios a Lionel Canter, o criador dos andróides.
Neste filme fica presente a ideia de estarmos a oferecer o controlo das nossas vidas a corporações interessadas apenas no lucro rápido e a de, perante o cenário oferecido, passarmos a gostar mais da vida dupla e segura das réplicas, do que em experienciar as coisas por nós próprios.
Infelizmente estas questões são abordadas de forma superficial, escolhendo antes, como ponto de referência uma arma de destruição maciça que ameaça as réplicas de todos os seres humanos. O filme perde assim densidade dramática, colmatada em parte na brilhante sequência final e no credível drama familiar em que vivem Tom Greer (Bruce Willis) e a esposa Megan (Rosamund Pike).
No fundo o filme é simplesmente mais uma metáfora sobre a forma como as pessoas socializam exageradamente através da internet e das novas tecnologias, e como isso nos afecta verdadeiramente ao ponto de não nos sentirmos bem com a nossa identidade
Achei que não é um mau filme, mas sabe a pouco.

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